domingo, 6 de maio de 2007

CESAR MAIA E O ENSINO PARA A COMPETÈNCIA

Um pressuposto básico do ensino vai impor uma revolução no sistema educacional do Município do Rio de Janeiro e constituir um plano piloto para o Brasil inteiro.

Trata-se da utilização de um modelo designado “ensino para a competência”, segundo o qual todosos alunos têm a capacidade de aprender, o que varia é o tempo necessário para cada qual atingir o “nível de competência ou de maestria”.

Este fundamento, acrescido do fato de que reprovar o aluno não significa, apenas, afastá-lo da escola, mas retirá-lo da vida, sanciona a idéia do Prefeito César Maia de abolir a reprovação no Município que administra.

Neste modelo educacional, os níveis de insuficiência ou de reprovação devem ser assumidos pelos próprios professores, em decorrência de sua incapacidade de dignosticar as necessidades dos seus alunos e de operarem no sentido de sua atenção, em decorrência de terem sido formados mediante um modelo elitista, inadequado à realidade dos locais em que trabalham, nsistindo em reproduzi-lo, ao privilegiar o atendimento aos alunos melhor dotados, ficando em plano secundário a a atençao aos mais necessitados, relegando-os ao desprezo e o abandono.

A incompetência dos alunos deve ser debitada à incapacidade de seus professores, ao continuam ignorando uma realidade que salta aos olhos e só não a enxerga quem não desja fazê-lo.

As reclamações dos professores podem ser debitadas em grande parte de um fenômeno sociológico conhecido como "resistência à mudanças", pois "é melhor deixar como está para ver como fica", uma vez que se adequar à uma nova situação impõe, geralmente, maiores esforços.

Faz parte deste processo, a reciclagem dos professores, adaptando-os aos novos tempos.

Veja, a seguir, notícia a que nos referimos:

* Município acaba com reprovação escolar

Seiscentos e vinte e cinco mil alunos da primeira à oitava série da rede municipal de educação vão chegar ao fim do ensino médio sem serem reprovados, não importa o desempenho que tenham tido nas escolas.

A façanha tornou-se possível depois que o prefeito César Maia publicou decreto dando fim ao conceito "insuficiente" nos colégios do município.

César se baseou no modelo educacional dos países desenvolvidos para adotar o sistema.

A medida, porém, é questionada pelos professores, que alegam terem se tornado figuras "decorativas" nas salas de aula.

(JORNAL DO BRASIL - SINOPSE RADIOBÁS)

Um comentário:

b disse...

Esse é o sistema que o Rio está implantando. Foi mal compreendido.

sistema de ciclos

Sistema concebido como alternativa ao tradicional sistema de séries e na qual a avaliação é feita ao longo do ciclo – e não ao fim do ano letivo. O sistema de ciclos tem base no regime de progressão continuada, uma perspectiva pedagógica em que a vida escolar e o currículo são assumidos e trabalhados em dimensões de tempo mais flexíveis. Dessa forma, o aluno só poderia ser reprovado no fim de cada ciclo.

O sistema de ciclos tem origem nos termos da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, que concedeu autonomia a Estados, municípios e escolas para adotar, ou não, esse sistema. A LDB determina que, nos ciclos, a avaliação deve ser feita no dia-a-dia da aprendizagem, de diversas formas, incorporando-se à educação formal a experiência de vida trazida pelo aluno do seu universo familiar e social. De acordo com esse sistema, por exemplo, o ensino fundamental possui dois ciclos: um da primeira à quarta série e outro da quinta à oitava.

Diversos países da União Européia adotam o sistema de ciclos com sucesso, tendo como base escolas com projeto pedagógico adaptado ao sistema – utilizando, por exemplo, sucessivas verificações de assimilação das lições ministradas. No Brasil, a introdução do sistema de ciclos no ensino fundamental é polêmica: de um lado, é vista como tentativa de ocultar o problema da repetência no país, e, de outro, como um avanço para garantir a permanência e o aprendizado dos estudantes na escola. A organização por ciclos tende a evitar as freqüentes rupturas e a excessiva fragmentação do percurso escolar, assegurando a continuidade do processo educativo, dentro do ciclo e na passagem de um ciclo ao outro.

De acordo com algumas pesquisas, são muitas as evidências de que no Brasil, tanto no sistema de séries como no de ciclos, a maioria dos alunos que concluem o ensino fundamental é semi-alfabetizada. No entanto, o sistema foi criado como medida que procura também solucionar um dos problemas mais sérios do ensino básico brasileiro - a reprovação e a evasão dos alunos.