segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Brasil é “anão” em valor agregado ao café, diz Carvalhaes


Empresa destaca que participação do país no marcado é maior, mas da mesma forma que nos últimos 150 anos

POR RAPHAEL SALOMÃO
café-verde-saca-exportação (Foto: David Joyce/CCommons)Ganho de mercado do Brasil ainda é baeado em café verde (Foto: David Joyce/CCommons)
O Brasil vem ampliando e batendo recordes nas exportações de café nos últimos anos. A participação brasileira nomercado global também cresceu em mais de uma década e meio deste século. Mas os exportadores ainda agregam pouco valor aos produtos, avalia a direção do Escritório Carvalhaes, sediado em Santos (SP).
Citando dados compilados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé), o Escritório Carvalhaes lembra que, em 2015, as vendas externas do Brasil registraram uma nova marca histórica, somando 37 milhões de sacas de 60 quilos e superando o recorde anterior, de 2014.
O market share do Brasil aumentou de forma significativa. O volume do ano passado correspondeu a 32% de um total de 114 milhões de sacas de café embarcadas no mundo. No ano 2000, a proporção foi de 20%. O país exportou 18,1 milhões de 89,6 milhões de sacas comercializadas globalmente.
No entanto, esse ganho de participação no mercado mundial ao longo do século 21 foi baseado em café verde, “como fazemos há 150 anos”. A situação, de acordo com o Escritório Carvalhaes, ocorre também nos cafés considerados diferenciados, em que os preços são melhores quando comparados com as variedades mais comuns.
“Mesmo na exportação de solúvel, onde agregamos o valor da industrialização, praticamente todos nossos embarques são a granel, com a marca sendo adicionada pelo comprador no destino”, acrescenta a direção da empresa Carvalhaes.
Menos 11%
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé) contabiliza embarques de 20,9 milhões de sacas de janeiro a agosto deste ano. O volume é 11,1% menor que o registrado no mesmo período em 2015, quando os embarques somavam 23,5 milhões de sacas de 60 quilos.
Para o Escritório Carvalhaes, o Brasil não deve registrar um novo recorde nas vendas externas, a exemplo do que ocorreu no ano passado. O mesmo deve ocorrer em 2017. A direção da empresa acredita que não há estoques que possam dar suporte a mais um desempenho histórico.
“Para batermos sucessivamente em 2014 e 2015 nosso recorde em volume de café exportado, raspamos nossos estoques de passagem. Em 2016 e 2017 não conseguiremos repetir o desempenho dos dois últimos anos”, pondera.
Postado por Carlos PAIM

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Globo Repórter desvenda a
fascinante região do Jalapão

Programa desta sexta (13) explora o deserto das águas e conta
histórias de quem vive neste pedaço isolado no coração do Brasil


Jalapão - o deserto das águas. 

O Globo Repórter atravessa uma das mais fascinantes regiões do Brasil.
Dunas, nascentes, fervedouros. Nosso repórter suspenso no ar. Uma descida de mais de 70 metros revela a beleza do vale encantado.
Quem vive neste pedaço isolado no coração do país?
Ouro - na sua forma mais primitiva. Garimpeiros mergulham 60 metros terra adentro para extrair as pedras. Equipamentos precários e muita coragem para ganhar a vida.
E a arte do capim dourado, que garante o sustento de muitas comunidades.
A magia de uma cachoeira que despenca sobre as rochas e desaparece nas profundezas, para ressurgir muitos metros adiante em forma de rio.
A pedra furada - um limite natural para proteção da natureza.
A criatividade dos agricultores que descobriram como viver dos frutos do cerrado.
O ninho das águias chilenas. O brasileiro que adotou uma cobra. O bicho agora faz parte da família.
As misteriosas descobertas dos exploradores de cavernas. E a sabedoria de Dona Romana - a misteriosa vidente do Tocantins. Mas o que ela vê durante suas orações? 
g1globo
Postado por: Ygor I. Mendes

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Globo Rural 
https://globoplay.globo.com/v/5009587/

Postado por: Ygor I. Mendes

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Governo amplia CAR para agricultura familiar

Nesta sexta (6/5), a ministra do Meio Ambiente dará coletiva, às 11h, na sede do MMA, com o balanço do cadastramento

A Presidenta Dilma Rousseff estendeu até 05 de maio de 2017 o prazo para os pequenos produtores rurais e agricultores familiares aderirem ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). A medida provisória atende à reivindicação dos movimentos sociais, assegurando a mais de 1 milhão de proprietários e posseiros, ainda não cadastrados, todos os benefícios previstos no Código Florestal.
Nesta sexta (6/5), a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, dará coletiva, às 11h, na sede do MMA, com o balanço total do cadastramento por estado.
Para os proprietários de imóveis rurais com mais de 4 módulos fiscais, o equivalente a áreas superiores a 110 hectares, o prazo venceria nesta quinta-feira (5/5). Mas o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), que administra o Sistema de Cadastramento Ambiental Rural, alerta que o programa de adesão (www.car.gov.br) na internet continuará a receber os cadastrados após essa data. No entanto, o SFB esclarece que, a partir da meia-noite desta sexta (6/5), o Sistema de Cadastramento Ambiental Rural estará em manutenção, com cadastramento temporariamente suspenso.  
 
Médios e grandes
O CAR não estará encerrado e nem deixa de ser obrigatório para os médios e grandes proprietários. O que eles perdem por não ter se cadastrado no prazo previsto no Código, que completa hoje 4 anos, são os benefícios do Programa de Regularização Ambiental (PRA), aplicável nos casos da existência de passivos ambientais. Ficam, também, sujeitos a restrições de crédito agrícola após 2017.
Raimundo Deusdará, diretor geral do SFB, explicou que a decisão do governo foi motivada pela necessidade de dar tratamento diferenciado aos pequenos proprietários e à agricultura familiar. “É uma característica do novo Código tratar os diferentes de forma diferente. Ele explica que o governo ganha mais um ano para prestar o apoio necessários a esse setor da sociedade”.
A Medida Provisória 724 foi publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU).
O que diz o Código:
Art. 3º. – V - Pequena propriedade ou posse rural familiar: aquela explorada mediante o trabalho pessoal do agricultor familiar e empreendedor familiar rural, incluindo os assentamentos e projetos de reforma agrária, e que atenda ao disposto no art. 3o da Lei no 11.326, de 24 de julho de 2006;
 
Art. 3º. Parágrafo único.  Para os fins desta Lei, estende-se o tratamento dispensado aos imóveis a que se refere o inciso V deste artigo às propriedades e posses rurais com até 4 (quatro) módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris, bem como às terras indígenas demarcadas e às demais áreas tituladas de povos e comunidades tradicionais que façam uso coletivo do seu território.

MMA

Postado por: Ygor I. Mendes

sexta-feira, 3 de julho de 2015

MMA debate marco legal da biodiversidade

Paulo de Araújo/MMA
Biodiversidade: todos podem opinar
Povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares estão conhecendo melhor a nova lei da biodiversidade. Além disso, identificarão principais pontos a serem regulamentados.
 
Por: Luciene de Assis - Editor: Marco Moreira
 

Para construir uma consulta pública participativa, destinada a regulamentar aspectos do novo marco legal da biodiversidade, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) está promovendo a Oficina de Debate sobre a Regulamentação da Lei nº 13.123/2015. O evento começou nesta segunda-feira (29/06) e vai até a próxima quarta-feira (01/07), no auditório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília, e conta com a presença de 40 representantes dos povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares.
O objetivo da oficina, explica o gerente de Assuntos Regulatórios e Repartição de Benefícios do MMA, Henry de Novion, é fazer com que esses representantes dos povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares conheçam melhor a nova lei da biodiversidade. O evento também se destina a identificar os principais pontos da nova lei que eles querem ver regulamentados.

OUTRAS OFICINAS
“A partir desta oficina, vamos organizar outras oito regionais, entre os meses de julho e setembro, sendo duas na região Norte, duas no Nordeste, duas no Sudeste, uma no Centro-Oeste e uma no Sul do país”, esclarece a analista ambiental do Departamento de Patrimônio Genético do MMA, Ana Luíza Assis.

Esse processo, diz ela, é importante para a regulamentação de vários pontos da Lei nº 13.123/2015 que dizem respeito aos povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares. E esses debates, conta Ana Luíza, são uma forma de receber subsídios para a regulamentação da Lei, já que são detentores dos conhecimentos tradicionais e salvaguardam o patrimônio genético.


Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): 2028.1165

sábado, 1 de março de 2014

Grandes blocos desfilam hoje no Rio

   28/02/2014 17h10
  • Rio de Janeiro
Akemi Nitahara - Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

Abre-Alas banner

Os orixás mandam seu axé para o carnaval de Rua do Rio de Janeiro, através do Bloco das Carmelitas, que desfila hoje (28), até as 19h, em Santa Teresa, com samba em homenagem às divindades do candomblé. Um dos blocos mais tradicionais da cidade, chega a reunir 10 mil foliões nas apertadas ladeiras do bairro.
No centro da cidade, saem o Bloco dos Aposentados (17h, na Rua Primeiro de Março), o Escorrega na Baba do Quiabo (18h, no Buraco do Lume, Rua Nilo Peçanha), o Molha o Pé das 8 (20h, na Rua Rodrigo Silva), e o Escorrega mas Não Cai (21h, também no Buraco do Lume).
Na zona sul, o Arpoador recebe o bloco Vem ni Mim Que Sou Facinha, com previsão de 30 mil foliões, a partir das 19h; o Bloco Virtual sai no Leme, também às 19h; a turma do Senta Que Eu Empurro abrilhanta o carnaval da Rua do Catete, a partir das 20h, e o bloco Rola Preguiçosa - Tarda mas Não Falha, às 20h, em Ipanema.
Na Tijuca, a Banda Cultural do Jiló anima a Rua Pinto de Figueiredo, a partir das 22h, com previsão de 2.500 pessoas. No Grajaú, tem Cata Latas do Grajaú, às 18h, na Praça Nobel, e a Turma dos 300, às 19h, na Praça Edmundo. E na Vila Isabel, o bloco Eu Sou Eu, Jacaré é Bicho D'água se concentra às 20h, na Rua Visconde de Abaeté.
Na zona norte, o Monarca do Irajá concentra a partir das 20h, na Estrada da Água Grande; o Boêmios do Méier sai às 19h, na Rua Constança Barbosa; e o Unidos do Chapadão batuca até as 22h, na Avenida dos Campeões, em Ramos.
A zona oeste tem o bloco Meia Dúzia de Gatos Pingados (19h, em Bangu), Geriatria e Pediatria (20h, em Campo Grande), Caldeirão do Coqueiro (21h, no Santíssimo), e em Pedra de Guaratiba desfilam o Bloco do Boi, Só Falta Você, às 18h; Boêmios do Catruz, também às 18h; e o Bloco das Piranhas do Jeffinho, às 20h.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Gravações da Justiça dão detalhes do atentado no Riocentro em 1981

Fantástico obteve depoimentos de testemunhas e participantes.
Ex-delegado diz que havia bomba no palco para atingir artistas.

Do G1, com informações do Fantástico
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Novos depoimentos de testemunhas e participantes ajudam a Justiça a entender detalhes do atentado que ocorreu em 1981 no Rio Centro.
Com autorização, da Justiça, o Fantástico obteve acesso ao material, que é parte da mais completa investigação sobre o Caso Riocentro, iniciada dois anos atrás.
(veja vídeo ao lado)
Os relatos ajudam a esclarecer o caso, em que estão envolvidos grupos secretos, na tentativa de impedir o fim da ditadura militar. Com eles, o Ministério Público Federal (MPF) encontra detalhes do que aconteceu no Riocentro naquela noite, em que ocorria um show comemorativo ao dia 1º de Maio.
Um dos depoimentos é o do coronel reformado Wilson Machado, que nunca deu entrevistas sobre a explosão ocorrida dentro do carro em que ele estava na noite de 30 de abril de 1981, no Riocentro. No banco do carona estava o sargento Guilherme do Rosário, que morreu no veículo. Machado saiu ferido do episódio.
Em dezembro de 2013 e em janeiro passado, Machado disse ao Ministério Público Federal, que não estava envolvido com o atentado. “Eu nunca carreguei nenhum explosivo, não sei mexer com nenhum explosivo, nunca mexi na minha vida. Não estou encobrindo ninguém, e ninguém vai dizer que deu essa ordem pra mim”.
Enquanto Wilson Machado nega envolvimento e até a existência de uma bomba, um ex-delegado afirma que havia um plano para que uma bomba fose colocada no palco para atingir os artistas.
'Peritos foram pressionados'
Para o procurador Antonio Passos, não há dúvidas de que o inquérito conduzido logo depois do atentado em 1981 foi direcionado para que as conclusões não chegassem aos autores do atentado.
“Peritos foram pressionados, testemunhas foram ameaçadas, provas foram suprimidas do local do crime. Então, a gente não tem dúvida de que a primeira investigação no Riocentro foi direcionada para que o caso fosse acobertado, que não se descobrisse a verdade”, disse.
'Alguma coisa subversiva'
Em 1981, o então capitão do Exército Wilson Machado era chefe de uma seção do  Destacamento de Operações de Informações (DOI), órgão de inteligência e repressão da ditadura militar.  Segundo seu depoimento, a missão que recebeu do comando do DOI era simples: verificar se os artistas e os participantes falavam  “alguma coisa subversiva”.
Desde o primeiro inquérito, ainda em 1981, Machado sempre sustentou que ele e o sargento saíram do carro por alguns instantes depois de terem chegado ao Riocentro, e depois iriam estacionar normalmente. Ele teria ido ao banheiro e o sargento - conhecido no Exército como Wagner - aproveitou para procurar amigos com quem teria ficado de se encontrar.
Os dois voltaram ao carro e houve uma explosão -- que Machado diz não ter achado que se tratava de uma bomba. “Para mim não estourou bomba não, amigo”, disse. “Se você ver aí na declaração, não sei se está aí, quando eu fui interrogado, eu achava que tinha estourado o motor do carro”.
Testemunha
Mais de 30 anos depois do atentado, uma testemunha do caso criou coragem para falar ao MPF. Mauro Cesar Pimentel, dono do carro que aparece em uma imagem feita logo depois do atentado, foi localizado em 2011 pelo jornal "O Globo".
Ele disse não ter se pronunciado antes por medo, mas também conta ter visto o carro de Machado antes da explosão. “Eu olhei bem para dentro do carro e na traseira do carro, no vidro traseiro, que é baixa a traseira, eu vi dois cilindros idênticos ao que ele estava manipulando”, contou ele, referindo-se ao sargento Guilherme do Rosário.
Machado, que viu a declaração por meio do MPF, contesta a informação. “Duvido. Duvido!”, diz Machado.
Em depoimento, Pimentel diz ter visto a explosão e buscado ajuda. “Eu corri, corri e não achei ninguém. Voltei e falei, vou eu mesmo socorrer ele. Mas quando eu voltei, ele não estava mais lá (Machado). Já não estava ele e não estavam os dois cilindros na traseira do carro. Só ficou o sargento, que já estava morto”.
Em todos os depoimentos que deu até hoje, Machado afirma que não se lembra quem o socorreu e diz que o explosivo não estava no colo do sargento. Ele também mostra cicatrizes de que teria sido atingido no episódio.
Na época, a investigação concluiu que a bomba estava imprensada entre o banco e a porta do carona.
'Eu não podia deixar de cumprir a ordem'
O major reformado Divany Carvalho Barros, conhecido no Exército como "Dr. Áureo", admitiu, três décadas depois do atentado, que foi enviado ao Riocentro para recolher provas que pudessem incriminar o Exército. Divany afirma que recolheu de dentro do carro três objetos pertencentes ao sargento Rosário.
Eu não podia deixar de cumprir a ordem. A caderneta com telefones, nomes, anotações. Peguei a caderneta, peguei uma granada defensiva que ele usava na bolsa que não explodiu. Peguei a pistola dele”, contou em depoimento ao MPF.
Em outro depoimento ao MP, o ex-delegado de polícia Cláudio Guerra contou que sua função era prender, no Riocentro, pessoas falsamente ligadas à explosão. No depoimento, ele revela a existência de mais uma bomba com um novo alvo – o palco e os artistas.
“Seria colocado no palco, justamente para atingir... A comoção seria a morte de artistas mesmo, né?”, diz o ex-policial.
Nenhuma bomba explodiu no palco. No entanto, além da que explodiu no pátio, outra foi atirada na casa de força do Riocentro, para cortar a luz e causar pânico nas mais de 20 mil pessoas que assistiam ao show, segundo os procuradores.
A viúva do sargento Guilherme do Rosário, Sueli José do Rosário, também guardou silêncio por mais de 30 anos, segundo disse ao MPF, por ter sido ameaçada.
“No dia que enterrei meu marido. No dia... Não deram tempo nem para eu chorar a morte do meu marido”, disse. Ela conta que a ameaça veio de alguém chamado de 'doutor Luiz', que teria dito que ela seria acompanhada e mencionado seus dois filhos. O MPF está investigando a identidade do homem.
Restaurante do Rio é peça chave
As investigações do Ministério Público Federal também estão mapeando a atividade dos grupos que lutaram contra o fim da ditadura. Na lista de endereços revelados pelas testemunhas, um restaurante na Zona Portuária do Rio é uma peça importante das investigações.
Segundo o MPF, coronéis e generais do Exército se reuniam no local para planejar os atentados. Depois, as ordens eram repassadas aos subalternos. Somente nos primeiros meses de 1980, foram 46 explosões atribuídas aos militares.
Boa parte dos atentados foi contra bancas de jornal que vendiam publicações consideradas subversivas. Uma bomba enviada à sede da Ordem dos Advogados do Brasil, no Rio, matou a secretária Lyda Monteiro.
Denúncia do MPF
Para o MPF, o coronel Wilson Machado, o ex-delegado Cláudio Guerra e os generais reformados Nilton Cerqueira e Newton Cruz, devem responder por tentativa de homicídio, associação criminosa e transporte de explosivos.
Nilton Cerqueira era comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro e teria suspendido o policiamento no dia do show. Newton Cruz, que ainda foi denunciado por favorecimento, chefiava o Serviço Nacional de Informações (SNI). Segundo o MPF, ele soube do atentado com antecedência e nada fez para impedir.
Os outros denunciados pelo MPF são o major Divany, por fraude processual, e o general reformado Edson Sá Rocha, acusado de ter defendido um plano de atentado um ano antes, também no Riocentro - o único que se recusou a responder às pergundas do MPF.
Passados 33 anos do atentado, os procuradores alegam que o crime não prescreveu porque foi praticado contra o país. Além disso, não estariam cobertos pela Lei da Anistia, válida de 1961 a 1979.
A Justiça Federal ainda está analisando o novo inquérito para decidir se aceita a denúncia.
Procurados pelo Fantástico, o general Newton Cruz disse que já foi julgado e inocentado pelo Superior Tribunal Militar e pelo Supremo Tribunal Federal no caso do Riocentro. A família do ex-delegado Cláudio Guerra disse que ele está doente e não poderia falar. Nilton Cerqueira e Sueli José do Rosário não quiseram dar entrevista para o Fantástico. Já o coronel Wilson Machado e o major reformado Divany Carvalho Barros foram procurados em casa e pelo telefone, mas não foram encontrados.
Veja o site do Fantástico




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